Evolução

Por: Isabella Silva

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A bibliografia nacional corrente é super importante pela sua referência a produção bibliográfica de uma nação, ela o registro da própria cultura nacional.

O Depósito Legal foi estabelecido no Brasil e a primeira iniciativa no sentido da publicação de uma bibliografia nacional corrente partiu da Biblioteca Nacional, beneficiada com a remessa das publicações impressas no País. De 1886 a 1888, publicou-se o Boletim das Aquisições mais Importantes feitas pela Biblioteca Nacional organizado por João de Saldanha da Gama e classificado segundo as quatro Seções em que estava organizada a Biblioteca Nacional. A Seção de Imprensa obedecia ao sistema de classificação de Jacques-Charles Brunet. Desta bibliografia foram publicados quatro números por ano. João de Saldanha da Gama (1835-1889) foi, portanto, o fundador da bibliografia nacional corrente.

Diretor da Biblioteca Nacional de 1900 a 1924 Manuel Cícero Peregrino da Silva (1866-1956) tratou de atualizar a legislação referente ao Depósito Legal e de restaurar a publicação da bibliografia brasileira corrente.

O Instituto Nacional do Livro, criado em 1937, lançou-se no campo da bibliografia nacional corrente, com a publicação de uma Bibliografia Brasileira com um arranjo tipicamente norte-americano.

O Instituto Nacional do Livro publicou, de 1941 a 1959, onze volumes da Bibliografia Brasileira – 1938/39, em 1941; 1940, em 1954; 1941, em 1952; 1942/45, em 1953 (2 volumes); 1946, em 1947; 1947/52, em 1957 (2 volumes); 1953, em 1954; 1954, em 1956; e 1955, em 1959.E em 1966 foram novamente publicados outros volumes da Bibliografia Brasileira Corrente que depois veio se chamar Bibliografia Brasileira.

De 1943 a 1945 houve, no campo da bibliografia brasileira corrente, um fenômeno curioso. Enquanto o Instituto Nacional do Livro preparava os volumes de sua Bibliografia Brasileira e a Biblioteca Nacional se omitia na publicação do Boletim Bibliográfico, um bibliógrafo independente Antônio Simões dos Reis pretendeu referenciar sozinho toda a produção bibliográfica do País, fazendo, inclusive, o “dépouillement*” de revistas e jornais!

O Decreto-Lei nº 824 de 5 de setembro de 1969, tornou obrigatória a remessa de obras impressas no Brasil ao Instituto Nacional do Livro. E assim a Bibliografia Brasileira Mensal passou a ser muito menos incompleta que as publicações anteriores. Suas referências bibliográficas incluem o número decimal de cada livro e são apresentadas em ordem sistemática geral, segundo a Classificação Decimal de Melvil Dewey.

Dirigidos agora por duas bibliotecárias, o Instituto Nacional do Livro e a Biblioteca Nacional estão procurando resolver o problema da produção de uma bibliografia nacional corrente sem as duplicações do passado. Está em estudos a elaboração de uma nova lei sobre o depósito legal o que facilitaria o controle atual da bibliografia brasileira.

*dépouillement = contando

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