Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia

Por: Thalita Oliveira

ibict

O Ibict nasce em 1976 para Tarapanoff (1992) “como um desenvolvimento natural do IBBD”. O desejo de transformar esse recém criado Instituto em um órgão capaz de desempenhar a função de coordenação das atividades em informação em ciência em tecnologia (ICT) foi o que levou a transformação do IBBD em Ibict, Cunha (2005).


Figueiredo (1981 apud COUTINHO, 1994, p. 332) diz que o IBICT pretendia “coordenar e supletivamente executar os trabalhos de Informação em Ciência e Tecnologia – ICT – visando assegurar o aproveitamento integral e a transferência dos conhecimentos adquiridos no País e no estrangeiro, em âmbito nacional e garantir a racional utilização dos recursos alocados para tais fins”. A missão dele hoje é: “Promover a competência, o desenvolvimento de recursos e a infraestrutura de informação em ciência e tecnologia para a produção, socialização e integração do conhecimento científico e tecnológico”. O passar dos anos trouxe mudanças para o órgão, nos seus primeiros anos o desenvolvimento em ICT estava no Brasil, nas palavras de Tarapanoff (1992), em um momento em que “Nada pode ser desperdiçado, o nível de retorno deve ser o máximo em relação ao investimento mínimo”, isso fazia com que se procurasse ter maximização dos benefícios. Hoje, esse não é mais o principal objetivo do órgão.
Dentre os projetos desenvolvidos pelo Ibict para promoção da ciência e tecnologia se encontram os projetos “Ciência às Cinco”, lançado em 1987; a Base de Dados de Filmes em C&T, lançada de 1988 e, em 1993, o “Programa de Tecnologias Apropriadas”.
O Catálogo Coletivo Nacional é um exemplo das transformações sofridas pelo IBBD/Ibitc, ele começou em 1954 com o IBBD por meio de fichas que poderiam ser consultadas de forma presencial, por fichas ou correspondências, anos depois se transformou em catálogo impresso, depois em microfichas e atualmente está disponível online para acesso público no endereço: http://ccn.ibict.br/ .
Hoje o Ibict é referência em projetos voltados ao movimento do acesso livre ao conhecimento. Dentre os projetos desenvolvidos por ele está a Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (BDTD), que é a maior do mundo, dessa natureza, em publicações de um país só. Ela reúne 126 mil teses e dissertações de 90 instituições. A revista Ciência da Informação e todas as duas edições disponíveis online e para acesso gratuito são outro exemplo de comprometimento do Ibict com o movimento de livre acesso ao conhecimento.
O CanalCiência é outro projeto, ele visa a inclusão de jovens na Sociedade da Informação, promovendo a divulgação e popularização da ciência por meio de mídias audiovisuais.
A coleta automática de registro e disseminação de teses e dissertações, a editoração de revistas eletrônicas e os repositórios de documentos digitais de diversas naturezas feitas pelo Ibict foram algumas das ações que fizeram o Brasil se tornar a quinta maior nação em número de repositórios digitais e a terceira em quantidade de publicações periódicas de acesso livre.
As ações desenvolvidas pelo Ibict ao longo dos anos demonstram o seu comprometimento com a preservação da memória do patrimônio científico e tecnológico brasileiro e também criando condições para o aumento da produção científica e a consequente visibilidade internacional.

As Referências deste e de dos outros textos do site se encontram na aba Referências do menu superior.

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